segunda-feira, 25 de julho de 2011

Parada Gay de Belo Horizonte reúne cerca de 60 mil pessoas

Público se reuniu na praça da Estação na tarde deste domingo:

Pelo menos 60 mil pessoas se reuniram na tarde deste domingo (24) durante a 14º Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), em Belo Horizonte, Minas Gerais. O número de participantes foi contabilizado pela Polícia Militar. Para a coordenação da parada, entretanto, número ficou próximo de 100 mil participantes.

A violência contra homossexuais e o fim da homofobia foram os temas da Parada. O evento teve concentração na praça da Estação e depois seguiu, com uma multidão e trios elétricos, até a rua Professor Moraes, entre as avenidas Getúlio Vargas e Afonso Pena, no Bairro Funcionários. 
Segundo dados do Grupo Gays da Bahia (GGB), no ano passado foram assassinados 260 homossexuais em todo o país – uma morte, vítima da homofobia, a cada 36 horas. O levantamento coloca Minas Gerais no quinto lugar com mais homicídios registrados – 18 assassinatos em 2010. O estudo apontou também que o risco de um homossexual ser assassinado no Brasil é 785% maior do que nos Estados Unidos.

A parada foi promovida pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual. Segundo o coordenador geral do evento, Carlos Magno, o fato de os homossexuais irem a um local público para mostrar sua opção sexual configura a festa como um ato político.
- Ainda precisamos da criação de políticas públicas e de uma lei que transforme a homofobia em crime.

A concentração começou por volta das 11h. A extravagância das drag queens era uma atração à parte. Entre elas o universitário Manoel Batista, de 28 anos, que se transformou em Manuza Leão. Ele afirmou que veio de Poços de Caldas, no sul de Minas, especialmente para a parada.
- Faço isso há nove anos.

Durante o evento, também foi realizado um ato simbólico de casamento entre o primeiro casal gay do Brasil a formalizar uma união estável. O jornalista Léo Mendes, de 47 anos, e o universitário Odílio Torres, de 21, tiveram o relacionamento reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal, mas tiveram a decisão revogada por um juiz goiano, local onde vivem. No entanto o casal já conseguiu reverter a situação.
- Estamos juntos há um ano e dois meses. A violência que a sociedade tem notícia é apenas a ponta do iceberg.

Fonte: r7 notícias

1 comentários:

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